Linfoma Uveal: O Que Causa Esse Câncer nos Olhos e Quais os Primeiros Sinais?
- Dr. Ever Rodriguez
- 13 de mar.
- 5 min de leitura
Atualizado: há 2 dias
O Linfoma Uveal é um câncer ocular raro que se desenvolve na úrea, a camada intermediária do olho composta pela íris, corpo ciliar e coroide. Ele pode ocorrer de forma primária, quando surge diretamente no olho, ou secundária, quando resulta da disseminação de um linfoma sistêmico.
Embora o Linfoma Uveal seja uma condição pouco comum, a identificação precoce é essencial para evitar complicações graves, como perda visual irreversível. Neste artigo, você encontrará informações detalhadas sobre o Linfoma Uveal, incluindo suas causas, sintomas, exames diagnósticos e os tratamentos disponíveis

O Que é o Linfoma Uveal?
O Linfoma Uveal pertence ao grupo dos linfomas intraoculares e se origina, na maioria dos casos, de células B, um tipo de glóbulo branco do sistema imunológico. Cresce lentamente e pode ser confundido com doenças inflamatórias, como a uveíte, retardando o diagnóstico.
Esse tipo de linfoma é predominantemente um linfoma não Hodgkin, sendo classificado como:
Linfoma Uveal primário: subdividido em linfoma coroideano, iridiano e do corpo ciliar.
Linfoma Uveal secundário: manifesta-se como extensão de um linfoma sistêmico.
O Linfoma Coroideano é o mais comum, apresentando um curso indolente e de baixo grau de agressividade.
Do ponto de vista histopatológico, o Linfoma Uveal pode apresentar diferentes subtipos. O linfoma extranodal de células B da zona marginal (EMZL) é a forma predominante, correspondendo a 60% a 80% dos casos relatados
Classificação do Linfoma Uveal
O Linfoma Uveal pode afetar diferentes partes da úvea, sendo classificado em:
Linfoma coroidal: O mais comum, localizado na coroide, a camada rica em vasos sanguíneos que nutre a retina.
Linfoma da íris: Acomete a íris e pode provocar mudança na coloração do olho.
Linfoma do corpo ciliar: Raro, pode afetar a produção do humor aquoso e aumentar a pressão intraocular.
A forma coroidal é a mais frequente e muitas vezes pode ser bilateral, ou seja, afetar os dois olhos.
Fatores de Risco do Linfoma Uveal
Os principais fatores de risco para Linfoma Uveal são:
Idade avançada: A maioria dos casos ocorre em pessoas acima de 60 anos.
Sexo feminino: As mulheres são mais afetadas do que os homens, em uma proporção de quase 2:1.
Imunossupressão: Pacientes imunocomprometidos, como aqueles com HIV ou transplantados, têm maior predisposição.
Histórico de linfoma sistêmico: Pacientes que já tiveram linfomas em outras partes do corpo devem ter acompanhamento oftalmológico.
Fatores genéticos: Embora não haja uma mutação específica associada ao linfoma uveal, predisposição genética pode influenciar no seu surgimento.
Principais Sintomas do Linfoma Uveal
O Linfoma Uveal pode ser silencioso no início, o que torna seu diagnóstico desafiador. No entanto, com o tempo, pode apresentar os seguintes sintomas:
Visão turva e distorcida (metamorfopsia).
Presença de manchas amareladas na retina, visíveis durante exames oftalmológicos.
Sombra no campo visual (escotomas).
Descolamento de retina secundário ao acúmulo de líquido sub-retiniano.
Aumento da pressão intraocular (em casos de linfoma do corpo ciliar).
Mudança na cor da íris, mais comum no linfoma da íris.
Importante: Esses sintomas podem ser confundidos com doenças mais comuns, como uveíte e degeneração macular. Por isso, qualquer alteração na visão deve ser investigada por um oftalmologista experente.
Diagnóstico do Linfoma Uveal
O diagnóstico do Linfoma Uveal exige exames detalhados, pois ele pode ser confundido com doenças inflamatórias oculares. Os principais exames incluem:
Mapeamento da Retina e Retinografia:
Um dos primeiros sinais da doença são manchas amareladas na coroide, observadas durante o exame de fundo de olho. Essas lesões podem ser confundidas com inflamações oculares, como a coroidite multifocal.
Além disso, o Linfoma Uveal pode causar espessamento da úvea, levando ao descolamento seroso da retina e à formação de dobras na coroide, o que pode afetar a visão. Em exames de imagem, muitas vezes é possível ver a doença se estendendo para além da esclera, a parte branca do olho.
Dr. Ever realizando Mapeamento de retina (fundoscopia) Ultrassonografia ocular (B-scan)
Permite visualizar a extensão do tumor e a presença de infiltração além da esclera.
Tomografia de Coerência Óptica (OCT)
Analisa o acúmulo de líquido sub-retiniano.
Angiografia com Indocianina Verde (ICG)
Exame que avalia a circulação da coroide.
Ressonância Magnética (RM)
Útil para verificar a extensão do linfoma e descartar lesões cerebrais associadas.
Biópsia da Coroide
Em alguns casos, pode ser necessária para confirmar o diagnóstico.
A associação desses exames permite um diagnóstico mais preciso e a diferenciação do linfoma uveal de outras condições oculares.
Diagnóstico Diferencial do Linfoma Uveal
O Linfoma Uveal pode ser confundido com várias outras doenças oculares. Para um diagnóstico correto, exames detalhados são essenciais. Algumas condições que podem se parecer com o linfoma uveal incluem:
Melanoma uveal (câncer ocular)
Síndrome de Efusão uveal (acúmulo de líquido na úvea)
Esclerite posterior (inflamação na parte de trás do olho)
Metástases Uveais (câncer de outros órgãos que se espalha para o olho)
Uveíte (inflamação da úvea)
Sarcoidose (doença inflamatória)
Coriorretinopatia de Birdshot (doença autoimune)
Infecções como Sífilis, Tuberculose e Herpes ocular
Se houver suspeita de Linfoma Uveal, procure um Oftalmologista Especialista em Oncologia Ocular para exames detalhados e um diagnóstico preciso.
Tratamento do Linfoma Uveal
O tratamento do Linfoma Uveal depende da extensão da doença, do tipo de linfoma e da resposta do paciente. As opções incluem:
1. Radioterapia Externa (EBRT)
A Radioterapia é a primeira escolha para o tratamento do linfoma uveal, pois as células cancerígenas são muito sensíveis à radiação. Estudos mostraram que a aplicação de doses entre 3.000 a 3.500 cGy pode levar à remissão completa do tumor.
2. Terapia com Anticorpos Monoclonais (Rituximabe)
Em casos mais agressivos ou quando há envolvimento bilateral, pode ser usado o Rituximabe, um anticorpo que ataca células B do linfoma. Pode ser administrado via intraocular ou sistêmica.
3. Quimioterapia
Indicada para Linfomas Uveais associados a Linfoma Sistêmico.
Pode ser combinada com Rituximabe para maior eficácia.
4. Corticosteroides
Utilizados para reduzir inflamação e melhorar sintomas temporariamente.
Não substituem o tratamento definitivo.
A escolha do tratamento deve ser individualizada e feita por uma equipe multidisciplinar, incluindo Oftalmologista, Oncologista e Radioterapeuta.
Prognóstico: O Linfoma Uveal Tem Cura?
A boa notícia é que, na maioria dos casos, o Linfoma Uveal tem crescimento lento e boa resposta ao tratamento. A radioterapia costuma ser eficaz, levando à remissão da doença.
No entanto, é fundamental o acompanhamento oftalmológico contínuo, pois o tumor pode reaparecer ou evoluir para formas mais agressivas.
Conclusão: Por Que a Detecção Precoce é Essencial?
O Linfoma Uveal pode ser confundido com doenças inflamatórias, como Uveíte, o que pode atrasar o diagnóstico. Exames oftalmológicos regulares são fundamentais para identificar o problema cedo e aumentar as chances de um tratamento bem-sucedido.
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Responsável: Dr. Ever Ernesto Caso Rodriguez | CRM-SP: 160.376
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